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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Pequeno Segredo


A indução do espectador ao modo estático temporal

Um grande segredo por detrás da intrínseca direção de David Schurmann – a construção de uma história sobre um elemento estruturado por quatro pilares - em alguns momentos, confusa, mas engenhosamente articulada, com traços de delicadeza e de forte sensibilidade; a indução do espectador ao modo estático temporal e à reflexão sobre a vida, sobre os imprevistos e sobre  a morte; o desenrolar dos acontecimentos sem a prévia definição de um tempo passado, de um tempo futuro e de um tempo presente, mas marcadas por uma existência plena e que passam por uma mixagem processada pelo roteiro de Schürmann, Marcos Bernstein e Victor Atherino.

O apelo abusivo pela emoção só não torna o longa “Pequeno Segredo” algo piegas, muito em função da capacidade de interpretação dos protagonistas ao contar a história de Jeanne (Maria Flor) – que contrai o vírus HIV em uma transfusão de sangue; de Robert (Errol Shand), que também se torna soropositivo por intermédio de sua futura esposa, Jeanne; e de Kat (Mariana Goulart), filha do casal – concebida antes que seus pais tomassem conhecimento de sua soropositividade – que já nasce portadora do HIV. Após a morte de Jeanne e prevendo seu próximo estado terminal, Robert entrega sua filha para o casal Schurmann (Marcello Antony e Júlia Lemmertz) para adoção.

Um fato a ser constatado e processado à livre escolha ou sob o impacto sentimental de cada um – ponto final.

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