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sábado, 14 de janeiro de 2017

Assassin’s Creed


História independente, a despeito da compreensão dos que sequer ouviram falar do jogo

Callum Lynch é único descendente de Aguilar de Nerha – membro da Irmandade dos Assassinos, que viveu na época da Inquisição espanhola e último proprietário da Maçã do Éden – encarnado por  Michael Fassbender, que dá vida ao assombrado e traumatizado Lynch – o escolhido para reviver as memórias de seu antepassado, na busca do artefato de origem misteriosa que guarda o segredo de como aniquilar com o livre-arbítrio humano.

Refletindo a fidedignidade da franquia do jogo Assassin’s Creed, diretamente das telas do computador para as telas do cinema, o roteiro apaziguador assinado por Adam Cooper, Michael Lesslie e Bill Collage e a direção de Justin Kurzel não focam somente nos fãs do jogo, mas constroem uma história independente, a despeito da compreensão dos que sequer ouviram falar do jogo.

A qualidade cinematográfica tem respaldo nas atuações  de Marion Cotillard, Ariane Labed, Michael Kenneth Williams, Brendan Gleeson,  Charlotte Rampling, Rufus Wright e Jeremy Irons, na fotografia de Adam Arkapaw e na comedida trilha sonora de Jed Kurzel.

A ideologia do filme “Assassin’s Creed” se debruça no aperfeiçoamento da humanidade, através de duas vertentes: a dos Assassinos e a dos Templários, beirando ao extremo da tragédia, mas sem nenhuma pretensão de perder a razão, segundo uma das revelações de sua essência: “Quando os outros homens seguirem cegamente a verdade, lembra-te... nada é verdade. Quando os outros homens estiverem limitados pela moralidade ou pela lei, lembra-te... Tudo é permitido. Nós trabalhamos nas sombras para servir a luz. Nós somos Assassinos. Nada é verdade, tudo é permitido”.

Tão democrático quanto o livre arbítrio - há controvérsias.



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