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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Fernanda Abreu - Rio 40 Graus


Quente como o verão carioca

Segunda noite de intensa programação multientretenimento na “Arena Banco Original” instalada no Armazém 3 do Boulevard Olímpico no Rio de Janeiro – a partir das 23:00 do dia 7 de janeiro de 2017, o DJ Marcelinho da Lua prepara a vibe do público que chega e se posiciona em frente ao palco programado para o show daquela noite. Minutos após 1h da madrugada do dia 8, no interior do galpão, a sensação térmica é Fernanda Abreu com o seu “Rio 40 graus”, cuja abertura se dá com “Amor Geral” – propagando, em meio ao seu público, a batida que calibra o ritmo dançante que define a essência de suas apresentações. Atento aos pormenores técnicos e artísticos e registrando todos os momentos do espetáculo sob a ótica do espectador através do visor de sua câmera digital, o Circuito Geral acompanha o desempenho de Fernanda Abreu, acompanhada pelo vocal da cantora Alegria Mattos, pela coreografia da bailaria Victorya Devin e pela banda composta por Tuto Ferraz - na bateria, por André Carneiro - no baixo, por Fernando Vidal - na guitarra, por Donatinho - nos teclados e por Vanderlei Silva - na percussão. Dando sequência ao playlist da noite, outro sucesso consagrado se faz presente com “Outro Sim”, após o qual Fernanda mostra que vale a pena e que é só “Saber Chegar”.“Bidolibido” mostra como é viver no estilo de um filme do tipo cinema bandido, mixado com “De Noite na Cama” - de Caetano Veloso, embarcando o público sedento por Fernanda Abreu em uma viagem no tempo, diretamente para o ano de 1995, sob uma atmosfera repleta de suingue-balanço-funk e batuque-samba-funk, ao som de “Veneno da Lata”. O frisson toma conta da plateia e dá a deixa para mais um recuo no tempo, até 1990, presenteando todos com um medley do seu primeiro álbum “SLA”, introduzindo o estilo baile funk naquele galpão.

Primeiro convidado da noite – Tony Garrido se integra ao baile e acelera com “A Estrada” para, logo em seguida, compor um duo com Fernanda Abreu, entoando o hino da rapeize – “Solteiro no Rio de Janeiro”. De volta à sua apresentação solo, Fernanda induz o público acreditar, com “Baile da Pesada”, que a festa não terá fim. Aplacando o ritmo acelerado da batida, sem com isso, deixar de elevar a temperatura crescente, a sensualidade toma conta do palco com “Double Love” e sua coreografia beirando o erotismo, abrindo caminho para a entrada do segundo convidado da noite, autor desse último sucesso musical – o carioca sangue bom, Fausto Fawcett que, como é de se esperar, não se contém e manda na lata o que todos os cariocas estão sentindo sobre o estado de calamidade que se encontra o estado do Rio de Janeiro – uma Fênix com a bala alojada que, por mais se queime em cinzas, mais alto é capaz de voar, a cada renascer. “Garota Sangue Bom” explode com o acompanhamento vocal do público, potencializando o barulho com “Kátia Flávia”, aplacado somente com a saída de Faucett do palco, que o entrega, novamente, ao desempenho de Fernanda Abreu. Na sequência de homenagens prestadas pelo show, Afrika Bambaataa também é lembrado em “Tambor” – o prenúncio do fim do show. Contudo, diante de uma plateia inconformada com a finalização do espetáculo, Fernanda e sua banda retornam ao palco para o bis na companhia de Garrido – com quem divide a entoada e ovacionada “Jorge da Capadocia” –  e na de Fausto Fawcett com “Rio 40 Graus” – fechando o showzaço quente como o verão carioca.

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