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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Frejat


“Pro Dia Nascer Feliz” – como de fato, acabara de  nascer, aquela madrugada de domingo

Ainda sob o impacto causado pelo lançamento de seu último CD “Frejat 2016”, o cantor, compositor e guitarrista brasileiro, no auge dos seus 54 anos, cumpre a sua tão esperada participação na agenda da “Arena Banco Original” – no Armazém 3 do Boulervard Olímpico, no sábado, dia 21 de janeiro de 2017, marcada por uma lotação beirando ao esgotamento da bilheteria. Com muito jogo de cintura – ao primeiro riff de sua guitarra e sem retorno de voz para o público devido a uma falha técnica – Frejat reinicia o show com “Maior Abandonado”, levando a plateia a participar ativamente consigo daquela canção que completa, nada menos, que 30 anos sucesso.

Dando sequência à sua apresentação, Frejat faz com que a sua versão de “Você Não Entende Nada”, de Caetano Veloso, fomente a euforia do público que, em seguida, devolve os cumprimentos de boa noite sob forma de devota ovação ao artista que passa a dividir o palco com Maria Gadú, cumprindo um repertório de abalar a estrutura daquele mais recente espaço alternativo, em plena zona portuária carioca – “Amor Para Recomeçar”, “Malandragem” e “Bete Balanço”. Com “Exagerado”, Gadú dá por encerrada a sua participação, para o desespero da plateia que, mesmo após a sua despedida do palco, se manifesta como se desejoso pela permanência do duo até a finalização do play list da noite. Ciente do clamor do público por muito mais de seu ídolo, Frejat presta uma singela homenagem ao Rock Brasil através dos sucessos: “Como Vovó Já Dizia” – de Raul Seixas; “Quando” – de Roberto Carlos; e “Agora Só Falta Você” – de Rita Lee. 


Uma breve pausa em nome da cordialidade, Frejat reverencia Jerry Adriani que prestigia o show do roqueiro com sua presença no Armazém 3. “Por que que a Gente é Assim” sugere o fim de um show para uma plateia eletrizante e inconformada com a despedida do artista, fazendo com que Frejat retorne ao palco, apresente a sua banda – composta por Billy Brandão, na guitarra; por Marcelinho da Costa, na bateria; por Bruno Migliari, no baixo; e por Maurício Barros, no teclado – e dê início ao bis com “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”, seguida por “Puro Êxtase” e fechando a noite, em grande estilo, com “Pro Dia Nascer Feliz” – como de fato, acabara de  nascer, aquela madrugada de domingo.

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