Counter

sexta-feira, 31 de março de 2017

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell


Respostas travestidas de violência e destruição


Ambientado pós 2029, enquanto planeta e cérebros se encontram conectados à rede, a humanidade coexiste com seres dotados de partes orgânicas e cibernéticas. Kuze, vivenciado por Michael Pittas, é um hacker que se aproveita de uma falha gravíssima do sistema das redes de comunicação, invade as mentes humanas e passa a trilhar a sua misteriosa conquista. Scarlett Johansson, incorpora Major Motoko Kusanagi – uma ciborgue que, de humano, só lhe restou a mente – é designada para impedir que Kuze atinja seus propósitos. 


O live-action – “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” – sob a complexa e obscura direção de Rupert Sanders, descreve a visão de uma inteligência em evolução constante, mas à sombra de fantasmas típicos de seres humanos em suas conchas envelopadas por uma epiderme sintética. A produção sóbria e quase filosófica de Avi Arad faz de algumas cenas, verdadeiras obras de arte. A paisagem aponta para um futuro urbano sombrio, a partir de decadentes concentrações edilícias reais, muitas delas maquiadas sob um retrofit holográfico. A fotografia contempla cores intensas, cuja composição cromática aleatoriamente explosiva e de gosto duvidoso, remetem ao estilo extremo oriental de produtos, retratados nas cenas de perseguição em meio a um comércio varejista instalado em ruas chinesas.  A trilha sonora de Clint Mansell densifica a trama, amplificando a imersão do espectador história à dentro, durante cento e sete minutos, abordando, de forma sutil, a natureza humana – o seu significado no mundo e o porquê de sua existência, mas com respostas travestidas de violência e destruição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário