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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Antes Que Eu Vá


Impregnado de jovial maturidade

Samantha Kingston, uma jovem com alto índice de popularidade em seu colégio, sofre um estranho acidente de carro com suas amigas ao voltar de uma festa. Imediatamente após o abrupto corte de cena, como se despertasse de um pesadelo, Samantha rebobina o seu dia anterior e o "revive", e o "revive", e o "revive"...

A crescente direção orquestrada por Ry Russo-Young, para o livro homônimo de Lauren Oliver, desenha o roteiro de Maria Maggenti, que muito o remete ao de “O Feitiço da Lua”, de Norman Jewisonde, lançado em 1987 – desta vez, sob um enfoque impregnado de jovial maturidade. A expressiva atuação de Zoey Deutch dá sentido aos sequenciais déjà-vu configurando um verdadeiro moto-contínuo que desagua em uma grande reviravolta nos acontecimentos da história.

A incerteza sobre a vinda do “amanhã” se contrapõe à certeza de que “hoje” será sempre a última vez. “Antes Que Eu Vá” desafia o espectador, de forma sugestiva, ao levá-lo à indagação sobre a plenitude e a satisfação com que leva a sua vida, a ponto de não vislumbrar a hipótese de alguma alteração de rumo em algum momento de sua existência.


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