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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Simone Mazzer & Cotonete


Uma trajetória com origem no país tropical e destino no hexágono europeu ocidental

Em plena noite de segunda-feira, 8 de maio de 2017, o Teatro Rival abre suas portas para apresentação única do show da atriz e cantora brasileira Simone Mazzer, acompanhada pelo grupo francês de jazz-funk Cotonete.

Presente nesse memorável e imperdível espetáculo, o Circuito Geral constata o processo através do qual Mazzer e Cotonete destilam, na íntegra, o novo álbum homônimo do show e presenteiam a plateia com algumas pérolas adicionais.

Após a abertura instrumental do octeto francês, Mazzer impõem a sua voz em “Se Você Pensa” de Roberto e Erasmo que, de rock, transforma-se em um potente groove dançante. O boa noite é suingado para os presentes com “Kriola” de Hélio Matheus seguida pelo soul “Ela Partiu” de Tim Maia – versão que leva o público ao arrepio. O trip house fica por conta de “Eu Bebo Sim” – samba de Luiz Antônio e João Violão, lançado em 1973.

Momento de apresentação da banda Cotonete à plateia, Mazzer nomeia cada um dos componentes e seus respectivos instrumentos: Frank Chatona, no sax; Farid Baha, na guitarra; Jean Claude Kebaili, no baixo; Benoît Giffard, no trombone; Paul Bouclier, no trompete; Christophe Touzalin, no trompete; David Georgelet, na bateria e Florian Pellissier, nos teclados. Sequenciando, a voz turbinada de Mazzer abre espaço para o som jazzista de “Onda” – de autoria de Cassiano, preparando terreno para a entrada da burlesca sensualidade da strip-tease de Isabel Chavarri –  a imagem, em carne e osso, da polêmica capa do álbum “Simone Mazzer & Cotonete” – ao som de “É Que Nessa Encarnação Eu Nasci Manga”- que recebe uma sedutora versão por Mazzer & Cotonete. Provocante, a ovacionada diva sonoriza a casa com o funk  soul “Pipoca Moderna” de Caetano Veloso. Em meio a mangas e pipocas, Mazzer concede espaço a dois sucessos dos anos 80, da banda Niagara – “L' Amour à la Plage” de Muriel Laporte e “Je Dois m'en Aller”, de Muriel Laporte e Daniel Chenevez. A genialidade e versatilidade de Mazzer e o brilhantismo de Paul Bouclier reinventam o inusitado e metamorfoseiam "Bacharelotte" – de autoria da cantora e compositora islandesa Björk, através de um arranjo que remete a uma simbiose entre fanfarra carnavalesca e marcha fúnebre. Em uníssono, a plateia acompanha a voz de Mazzer e o piano de Florian Pellissier durante a execução de “Estrela e Blue”.

Identidade, admiração e confiança aproximaram Simone Mazzer e o grupo Cotonete, permitindo que esse encontro se materializasse através de um show mais que profissional, apesar de festivo – com promessa de assumirem uma trajetória com origem no país tropical e destino no hexágono europeu ocidental.


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