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domingo, 30 de julho de 2017

Como se Tornar um Conquistador


Famigerada ascensão

Na atual conjuntura político-social do mundo, é decretada a abolição do escrúpulo em se assumir, publicamente, ambicionar contravenções e meios escusos em busca de vantagens pessoais, seja qual for a escala definida para com o desrespeito à moral e aos bons costumes, dentre eles, o genuíno interesse por detrás da aproximação da riqueza, da fama e do poder, em detrimento de todo um universo pessoal pré-existente que possa contrariar a tão famigerada ascensão.

Normatizado pela divertida direção cinematográfica do ator, comediante e roteirista norte americano Ken Marino, o alpinismo social trabalha em favor da comédia “Como se Tornar um Conquistador”, na qual Eugenio Derbez protagoniza Maximo que, na sua infância, presencia a morte tragicômica de seu pai – um autêntico motorista de veículo de carga cuja aparente passiva aceitação de seu destino como trabalhador poderia estar estampada em uma suposta curta frase escrita no parachoque de seu caminhão: “Deus é Fiel”. A partir de então, Maximo constata, por sua conta e risco, não valer a pena o esforço da conquista do simplesmente básico para a sobrevivência, mas tudo aquilo que a vida possa lhe oferecer do bom e do melhor – mesmo que, para isso, o caminho mais curto a ser trilhado seja o casamento com abastadas senhoras, de preferência, em manifesta contagem regressiva para partir desta para melhor.

O impagável roteiro definido a quatro mão por Chris Spain e Jon Zack não trata o tema como algo nefasto, mas mostra as necessidades familiares, mesmo quando não coincidem com os anseios pessoais idealizados.

As hilárias atrapalhadas do protagonista contam com uma sedutora base elencar - Salma Hayek, Rob Lowe e Raquel Welch e formatam um filme fielmente perfilado dentro do padrão a que se propõe – a diversão no melhor sentido de um sedutor e aparente ingênuo descompromisso para os problemas cotidianos.


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