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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Dunkirk


Experiência sensorial extremamente reflexiva

A obsessiva direção de Christopher Nolan em “Dunkirk” extrapola a tela de cinema e atinge em cheio o espectador - em especial, aqueles que se põem na mira do formato de projeção contemplando a tecnologia de imagem máxima.

Dessa forma, cinéfilos passam a fazer parte de um realismo virtual no qual imagem e audição são portas de entrada de estímulos capazes de transportá-los para junto dos personagens – pura experiência sensorial extremamente reflexiva. Dispensando o uso de clichês, a ousadia de Nolan projeta o espectador para o olho do furacão de uma história real. À arquitetura da narrativa a partir de três perspectivas – o ar, a terra e o mar – é agregada a mente do espectador, como um quarto elemento que, inevitavelmente, faz com que a plateia assuma o papel de coadjuvante em meio à batalha de Dunquerque, ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial entre 24 de maio e 4 de junho de 1940, ao final da qual mais de 300.000 soldados aliados de uma enorme força britânica e francesa foram evacuados pelo mar, após terem sido encurralados por uma divisão alemã a nordeste da França e entre o canal costeiro de Calais.

A genialidade de Nolan reinventa uma nova forma de se assistir um filme – impulsionando a máxima que define o cinema como a maior diversão e compartilha, de forma diferenciada, não só momentos de tensão, de sofrimento e de dor, mas demostrando o quanto o ser humano pode ser solidário em meio a guerras que se mantém latentes, de forma fria, até os dias de hoje.

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