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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Em Ritmo de Fuga

Som e fúria

Uma espetacular trilha sonora mixada a frenéticas cenas de ação define a contextualização do filme “Em Ritmo de Fuga”. O espectador é capturado através do sentido da audição, arremessado ao passado musical e inserido em uma narrativa explosiva, em extrema sintonia com o protagonista – Baby, docilmente fatal por Ansel Elgort. Seu ofício – piloto de fuga de quadrilhas de assaltantes comandadas por Doc (Kevin Spacey). Seu estilo – fones de ouvido e tocador de mp3 como assessórios permanentes definindo ritmos para a multiplicidade de atividades do seu dia a dia, em especial ao pilotar para assaltantes. Seu passado – órfão de pai e mãe, mortos em trágico acidente automobilístico no qual estava presente, causando-lhe uma lesão auditiva conhecida por trauma acústico, rendendo-lhe um zumbido permanente. Seu tratamento paliativo – injeção de música em alto volume no seu aparelho auditivo de modo a mascarar o zumbido que lhe atordoa 24 horas por dia.

O romance que sateliza a história é mero coadjuvante do divertido roteiro de autoria de Edgard Wright, que acumula a direção do filme, deitando no colo do espectador um molho de clichês. Contudo, Wright é prudente em tornar crível os desejos e os objetivos do protagonista em comum com a sua habilidade como exímio “car driver”, repleta de som e fúria, desde início do filme com “Bellbottoms” – The Jon Spencer Blues Explosion atingindo a tranquila versão de “Easy” – Sky Ferreira, no limiar de seu final.



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