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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Piazzolla Tango / Buenos Aires


Como uma joia rara, incrustrado no subsolo do primeiro arranha-céu da capital Argentina, inaugurado em 1915, com quatorze andares e oitenta e sete metros de altura, o complexo contemplando teatro, salão de eventos e restaurante faz parte do atual Centro Piazzolla Tango


Argentina, centro de Buenos Aires – interligando as ruas Florida e San Martin, o estilo Art Nouveau se faz presente na edificação comercial projetada pelo arquiteto italiano Francisco Gianotti, cujo início da construção data de 1913 – a Galeria Güemes, patrimônio arquitetônico da cidade.

Como uma joia rara, incrustrado no subsolo do primeiro arranha-céu da capital Argentina, inaugurado em 1915, com quatorze andares e oitenta e sete metros de altura, o complexo contemplando teatro, salão de eventos e restaurante faz parte do atual Centro Piazzolla Tango – altamente qualificado para oferecer uma programação tematizada a partir do estilo musical emblemático argentino.

O Centro Piazzolla Tango é composto pelo Teatro Astor Piazzolla e pelo Salão Café Triunfal – este último aberto para a realização de eventos sociais e corporativos – além de administrar o seu próprio serviço de catering.

Para o deleite do público argentino e dos turistas, a primorosa sala de espetáculos do Teatro Piazzolla exibe shows de tango, desempenhados por um sexteto musical executando dois bandoneons, um piano, um contrabaixo e dois violinos; por um corpo de oito dançarinos e por um par de vozes que definem, como se por magia, uma atmosfera portenha – “As Quatro Estações do Tango”, baseado na obra “Las Cuatro Estaciones Porteñas” de Astor Piazzolla.

O show produzido pela casa é complementado pelo traslado de hotéis da região central, como cortesia, a partir de veículo coletivo de médio porte capaz de oferecer conforto e segurança aos seus clientes.

Após acessarem o foyer do Centro Piazzolla Tango pela Galeria Güemes, os clientes são encaminhados ao subsolo do complexo e recebidos no Salão do Café Triunfal – espaço totalmente ambientado segundo os conceitos da Belle Époque, onde outrora funcionara uma confeitaria-cabaré, frequentada por personalidades do tango, dentre elas, Carlos Gardel – para uma aula de tango de trinta minutos de duração, orientada por um dos casais de dançarinos que executam números de tango durante o espetáculo principal. Uma atividade genial, divertida e inclusiva, para que os clientes possam desfrutar do espírito da casa e da programação, de acordo com o que de melhor Buenos Aires pode lhes oferecer.

Em seguimento à programação, os clientes são levados à sala de espetáculos, onde plateia baixa, plateia alta e camarotes são reambientados em um suntuoso salão de refeições, segundo dois tipos de cardápio de etapas: um Menú Platéia – incluindo três opções de entrada, cinco de prato principal, três de sobremesa e bebida a escolher, dentre refrigerantes, água mineral, vinho tinto ou branco – vinícolas rurais; e um Menú Vip – que contempla uma taça de champanhe de boas-vindas, quatro opções de entrada, seis de prato principal, quatro de sobremesa e bebida a escolher, dentre refrigerantes, água mineral, vinho tinto ou branco – Rutini e café. O atendimento primoroso às mesas faz jus à proposta da produção, em promover aos seus visitantes uma noite inesquecível, regada pela excelência em divertimento, gastronomia e cultura. Como opção, a casa oferece a possibilidade de se assistir ao show, sem qualquer compromisso com o consumo do jantar e sem traslado de hotéis, a partir de horários diferenciados do programa completo.

Minutos após servida a terceira e última etapa do cardápio, dá-se início ao show de tango propriamente dito. O tanguear do sexteto e dos quatro casais de dançarinos são, vez por outra, mesclados às potentes vozes de Marisol Martínez e Ricardo Marín, concedendo verbo à musicalidade  binária e compasso de dois por quatro característico do estilo musical que, segundo o poeta, compositor, ator e dramaturgo argentino Enrique Santos Discépolo Deluchi, pode ser traduzido como um pensamento triste que se pode dançar.

O programa, em agosto de 2017, contempla a execução das seguintes obras: "El Entrerriano", "Fuga y Misterio", "El Choclo", "Por una Cabeza", "El Opio", "Pasional", "Milongueando en el 40", "La Yumba", "Verano Porteño", "La Cumparsita", "Maria de Bs As", "Escualo", "9 de Julio", "Zum", "El Dia que me Quieras", "Duo de Amor", "Adios Nonino", "Tanguera", "Balada para un Loco", "Libertango", "Canaro en Paris".

A sonoridade da casa conta de uma acústica exemplar, enquanto o desenho de luz cênica, da mesma forma que o de todo o complexo, colore movimentos, dramatiza os sentimentos e define os elementos arquitetônicos relevantes a cada momento. Em franca composição com os elementos humanos no palco, figurino e visagismo conferem aos dançarinos, aos cantores e aos músicos, a elegância, a fluidez e a imponência ditada pelo estilo que define a linha do espetáculo.

Certamente, “As Quatro Estações do Tango” faz parte do rol dos programas imperdíveis em locais de relevância histórico-cultural de Buenos Aires, enquanto experiência sensorial, gastronômica, cultural, lúdica e social.


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