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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Detroit em Rebelião


Remete o espectador ao contexto histórico de uma passagem, na qual o racismo e o preconceito, lamentavelmente, percorrem um caminho paralelo à atualidade

Uma operação policial sem planejamento dá origem a uma rebelião civil e fomenta uma devastadora revolta popular que toma conta da cidade de Detroit ao longo de cinco dias, no ano de 1967. O saldo daquela batalha campal registra nada menos que 43 mortos, 340 feridos, além de sete mil prédios queimados. Baseada em fatos reais, “Detroit em Rebelião”, sob a focada direção de Kathryn Bigelow, remete o espectador ao contexto histórico de uma passagem, na qual o racismo e o preconceito, lamentavelmente, percorrem um caminho paralelo à atualidade. Mark Boal roteiriza a produção de forma sucinta e confere à trama uma veracidade incômoda, potencializada pelo fantástico elenco composto por John Boyega, Algee Smith e Will Poulter que cede a sua impressionante capacidade de interpretação ao seu policial fascista, explorando os sentimentos antagonistas do amor, potencialmente adormecido no âmago do espectador.

A historicidade de “Detroit em Rebelião” é tensa e aflitiva, com um sequencial de imprudência que norteia brancos e negros na trama – nada do que uma brincadeira macabra em meio a uma rebelião que deflagra um jogo mortal, com a capacidade de resgate da responsável consciência social no mundo.


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