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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Correndo atrás de um Pai

Busca incessante, bizarra, inusitada e despretensiosa de momentos de diversão e de, para alguns, até mesmo, emoção

Estreando na direção cinematográfica, Lawrence Sher se exercita no filme “Correndo atrás de um Pai” e transporta para a tela, uma busca incessante, bizarra, inusitada e despretensiosa de momentos de diversão e de, para alguns, até mesmo, emoção.

Os irmãos gêmeos Peter (Ed Helms) e Kyle Reynolds (Owen Wilson), no dia do casamento de sua mãe – Sra. Reynolds (Glenn Close) – tomam conhecimento de que ela teria lhes mentido sobre a identidade de seu pai, e que o teria feito por não saber, de fato, de quem concebera os filhos, uma vez que desfrutou de uma vida sexual muito ativa e desregrada, quando jovem.  A partir de então, os gêmeos resolvem cruzar os Estados Unidos, munidos de somente um nome em busca de vários homens que haviam passado pela vida de sua mãe.

O roteiro de Justin Malen é fundamentado em estereótipos que, como estratégia, até consegue segurar o longa, sem se tornar enfadonho. A cada “aventura” dos protagonistas, situações inusitadamente constrangedoras fazem com que o espectador fique atento à comicidade presente, mas que acaba sendo contrastada com o drama entranhado na vida dos dois irmãos.

A obra não se propõe a ser levada para o lado da seriedade por se tratar de uma comédia mas, em sua primeira direção, Lawrence constrói momentos cômicos, não muito engraçados, e instantes dramaticamente burocráticos, visivelmente emotivos, mas sem qualquer apelação à condução da plateia à tristeza – alguma coisa indefinida quanto à intenção de Sher.


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