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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Lou


Mulher de vanguarda dos séculos XIX e XX

Filósofa, poeta, romancista e psicanalista - uma mulher que, no final do século XIX, vincula a psicanálise freudiana com a filosofia de Nietzsche e desenvolve estudos tendo como paradigmas o narcisismo e a sexualidade feminina - Lou Andreas-Salomé ganha uma cinebiografia dirigida por Cordula Kablitz-Post intitulada, simplesmente, “Lou”.

Nascida em São Petersburgo em 1861, Lou escandaliza a sociedade ao quebrar regras, dogmas e o moralismo cristão, fatos evidenciados em relacionamentos amorosos abrangendo os ilustres Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Rainer Maria Rilke e Paul Rée.

A história tem início no ano de 1933, no auge do movimento nazista, quando um homem bate à sua porta, segundo ele, em busca de um apoio psicanalítico para um amigo. Os dois começam um relacionamento no qual, ele se torna o escritor das memórias de Lou, já com setenta e dois anos de idade e afastada do ofício em decorrência das barbáries cometidas pelo nazismo.

O longa é consagrado por um jogo gráfico e fotográfico criativo e impecável e por uma trilha sonora que segue a linha das estruturas minimalistas e repetitivas, de autoria de Judit Varga. O roteiro de Cordula Kablitz e Susanne Hertel intensifica a vida amorosa da intelectual – fato que soa apelativo em se tratar de uma personalidade tão independente e à frente de seu tempo, mas que não tira o brilho da produção e da ousada personalidade da mulher de vanguarda dos séculos XIX e XX.


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