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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Sem Fôlego


Um filme não mais que burocrático

New Jersey, 1927 - Rose (Millicent Simmonds), uma jovem surda, sofre os reflexos da intransigência do severo pai. Meio século depois, um raio cai sobre Gunflint Lake, Minnesota, e atinge o pequeno Ben (Oakes Fegley) causando-lhe a perda da audição. Em paralelo, na linha de tempo, Rose e Ben se conectam pela vontade de fugir para New York. Enquanto a menina quer encontrar sua mãe – a renomada atriz Lilian Mayhem (Julianne Moore), o garoto procura seu pai, com quem nunca teve contato. A direção fragmentada de Todd Haynes rotula “Sem Fôlego” como uma produção desconectada entre sonhos, pesadelos, memórias e lembranças que se intercalam em duas épocas: 1977 em Minnessota e 1927 em New Jersey.

Embora a responsabilidade do roteiro caia sobre o autor do livro - Brian Selznick - no qual o longa se baseia, não há naturalidade narrativa, a estética visual se torna enfadonha durante as quase duas horas de projeção ao mesmo temo em que se desconstrói, completamente, ao apelar para um viés melodramático, em vez de fomentar a sensibilidade e a fantasia dos protagonistas. Ademais, a previsibilidade presente em função do uso abusivo de clichês faz de “Sem Fôlego” um filme não mais que burocrático e beirando à pobreza criativa.


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