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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Cabaret do Milton


Plumas e paetês, beijos e abraços, consagrando um cabaret que jamais fechará suas portas

O universo carnavalesco abre alas no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira, dia 07 de fevereiro de 2018, na Sala Baden Powell, com o “Cabaret do Milton”. O roteiro e a direção por Milton Cunha transportam o espírito momesco para o palco do teatro com a mesma autenticidade de quando as primeiras agremiações de samba se propuseram abrir as portas de seus terreirões, para ali reunir seus instrumentistas, compositores, intérpretes, passistas e toda a sorte de artistas que brotam das comunidades. Cunha lança mão de sua popularidade decorrente da sua veia espontânea e do estreitamento que a sua profissão promove junto ao público de todo o país, reunindo um elenco de vinte e um artistas – dentre passistas, ritmistas de escolas de samba, e apresenta um pot-pourri de sambas, sambas enredos, funk e música brega executados por uma banda composta por músicos da Unidos da Tijuca, Grande Rio e Estácio de Sá, interpretado por Sandra Portela e pelo cantor Zé Paulo Bolinha.

Jocosa e carinhosamente, Cunha chama ao palco a dupla que intitula “gêmeas univitelinas” - as performáticas Drag Queen Samile Cunha e a anã Viviane de Assis, a musa da Viradouro e Rainha do bloco “Senta que eu te Empurro”, formado por cadeirantes – que roubam a cena do espetáculo. Também apresentam-se Marquinhos, ex-mestre-sala da Mangueira e da Paraíso do Tuiuti, a passista Karla Moreno e a dançarina Camila Reis, dentre outros que, em perfeita sintonia com o público, fazem rir, cantar, tietar e relembrar que os da terceira idade ainda têm garra para buscar muito ritmo no pé para sambar.

Não obstante da calorosa recepção de cada um dos espectadores, ao acessarem a sala de espetáculos pela escadaria que os leva à plateia, o apoteótico encerramento do espetáculo conduz artistas em pleno desempenho e seu público, em total interatividade, ao foyer e à calçada do número 360 da avenida mais consagrada da zona sul carioca – Nossa Senhora de Copacabana – para celebrarem aquela noite com muitas fotos e selfies, plumas e paetês, beijos e abraços, consagrando um cabaret que jamais fechará suas portas enquanto Milton Cunha for o fiel depositário de sua própria reputação, em meio à folia de Momo.


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