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terça-feira, 20 de março de 2018

A Livraria



Tal e qual uma fábula

Tal e qual uma fábula, o filme “A Livraria” é apresentado aos cinéfilos sob uma confusa direção de Isabel Coixet, salvo pela belíssima estética e fotografia deslumbrante. O longa conta a história de Florence Green (Emily Mortimer) – uma viúva que se muda para um pequeno vilarejo, habitado por pessoas conservadoras e condicionadas à rotina sem muitas surpresas. Florence decide abrir uma livraria no pacato local, como uma forma de manter viva as memórias do seu passado e levar, à sua população, o hábito da leitura.  Porém os moradores não lidam bem com a ideia, e uma classe mais influente tenta acabar com o pequeno negócio de Florence.


Um filme que fala sobre o conservadorismo atrelado ao retrocesso possui características comportamentais que permite ao espectador a identificá-lo com a sociedade que emerge em nome das pessoas de bem e da justiça, mas somente como plataforma política.

Talvez por não se tratar de uma grande história atrelada a uma evolução, de certa forma, cansativa e confusa, o longa “A Livraria” vai, pouco a pouco, perdendo o brilho durante os seus cento e dez minutos de projeção e não gera interesse por parte do espectador para que atente para a essência dos fracos diálogos e para as motivações dos personagens de uma sociedade formal do litoral da Inglaterra, extremamente retraída, do final da década de 1950.


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