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quinta-feira, 1 de março de 2018

A Maldição da Casa Winchester



Entorpecente e previsível roteiro que torna o longa algo involuntariamente genérico

Uma composição de fatos reais com a atmosfera de terror em potencial norteia a intimidade familiar da proprietária da empresa Winchester Repeating Arms Company – “A Maldição da Casa Winchester” leva para as telas do cinema uma ficção que tem início com a tentativa de alegação de insanidade da viúva herdeira de 51% das ações da empresa de armas de fogo – Sarah Winchester (Helen Mirren), fundada por Oliver Winchester em 1855 em New Haven, nos Estados Unidos.


Na ocasião, Sara é tomada por sua excentricidade, através da qual gasta fortunas na ampliação ininterrupta da mansão da família, com anexos, sob a justificativa não publicamente revelada de estar se submetendo às ordens de fantasmas vitimados por alguma arma fabricada pela sua empresa. De modo a atestar as suas condições de sanidade mental e de determinar a sua capacidade de permanência na presidência da Winchester, o psiquiatra Eric Price (Jason Clarke) é contratado pela empresa e constata o fundamento alegado por Sara, que justifica a sua suposta excentricidade.

A “empreiteira” direção dos irmãos Spiering permite que Helen Mirren adentre com o tom necessário em um terreno pouco explorado em sua carreira como a misteriosa viúva. Os Spierings também assinam o entorpecente e previsível roteiro que torna o longa algo involuntariamente genérico.

Quanto aos espectadores ortodoxos, fãs do gênero terror, o longa pode, até mesmo, lhes causar um afã pela maldição dos cem minutos de projeção do filme, sob a escusa de este ser incapaz de sair de sua zona de conforto técnico-narrativa, não permitindo-lhes outra opção, mas somente esquecê-lo, por considerá-lo não menos que medíocre.




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