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segunda-feira, 26 de março de 2018

Com Amor, Simon


A despeito do datado e ultrapassado bordão que define os indivíduos como sendo todos iguais


Abordando dilemas da adolescência inseridos em um contexto familiar, o livro ‘Simon vs. A Agenda Homo Sapiens’, assinado pela psicóloga e premiada autora americana de ficção para jovens adultos - Becky Albertalli, se transforma em argumento do longa “Com Amor, Simon”, regido pela eficaz direção de Greg Belardi, que lança a inclusão como meio eficaz de se exercitar a tolerância, por sua vez, como forma simplificada de se quebrar as barreiras de gênero, raça e sexualidade, a despeito do datado e ultrapassado bordão que define os indivíduos como sendo todos iguais.

O protagonista Simon, em total plenitude de seus dezessete anos, guarda um segredo considerado, por ele mesmo, um drama o qual prefere que se resolva por si só, com o passar do tempo.

Repleto de personagens de qualidade relevante e que orbitam a vida de Simon, o longa deixa marcas no espectador, até mesmo em quem já ultrapassou a adolescência, enquanto lida com identidade, despertar sexual e escolhas. O dinamismo estabelecido em “Com Amor, Simon”, se faz presente nas relevantes situações construídas pelo roteiro sobre as mudanças a que todos são sujeitos durante a vida e pelas quais lutam para preservar durante a jornada do crescimento como seres humanos, mascarados socialmente, em um mundo de fantasias promovido pelas telas dos computadores.

Não obstante da presença real de uma sociedade intransigente, preconceituosa e retrógrada, capaz de fazer com que o mundo regrida às trevas, consumir um produto voltado para o público juvenil, romântico com apelos sociais edificantes – tais como diversidade, respeito e tolerância – “Com Amor, Simon” é uma obra a ser degustada com a certeza de que a gratificação será líquida e certa.

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