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segunda-feira, 19 de março de 2018

O Dia Depois


A face das inverdades existentes em muitos relacionamentos entre homens e mulheres


A direção do cineasta sul coreano Hong Sang-soo se aprofunda, de modo fragmentada, nos sentimentos das razões e das emoções, em “O Dia Depois”. O olhar em preto e branco, através do qual o longa é apresentado, experimenta uma veia filosófica sobre o universo masculino no quesito paixão, onde o desordenado dono de uma editora – casado e sofredor pelo seu abandono por sua amante, por sua vez, funcionária de seu negócio. O empresário contrata uma substituta para a função, que assume o papel de ouvinte de suas lamúrias. A partir desse ponto, a história ruma ao encontro de verdades delicadas e de situações desconcertantes, enfatizadas a partir do retorno de sua ex-amante.

A estética coreana de Sang-soo define um paralelelismo entre fotografia e longos diálogos, que beiram à comicidade diante das lições pseudo moralistas do quadrilátero formado, que encontram, nas palavras, a face das inverdades existentes em muitos relacionamentos entre homens e mulheres.

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