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quinta-feira, 22 de março de 2018

Pedro Coelho


Uma preciosidade contemporânea em formato de uma jornada mais do que divertida


Adrenalina pura na habilidosa direção de Will Gluck, faz da animação “Pedro Coelho” uma saudável diversão para todas as idades. A nostalgia assimilada, inocentemente, pelos adultos faz com que os gags dos personagens sejam traduzidos para as crianças sem nenhuma malícia, mesmo que maliciosa e sutilmente se façam presentes, mas com timming engenhosamente elaborado.

Diretamente das páginas do livro infantil britânico intitulado “A História do Coelho Pedro”, escrito e ilustrado por Beatrix Potter, o longa conta as peripécias de Pedro - um coelho travesso e indisciplinado – que assume a liderança de sua família, reduzida às suas três irmãs, desde a morte de seus pais. A forte e cativante personalidade egocêntrica de Pedro o leva a cometer deslizes de forma contumaz. Seu antagonista, o rabugento Severino Mc Gregor (Sam Neil) passa dessa para melhor de forma inesperada e, literalmente, a festa dos bichos se torna uma realidade na horta e na casa do falecido. Contudo, seu herdeiro - Thomas (Domhnall Gleeson), um sujeito com fortes tendências obsessivas, para o desolamento de Pedro, assume o papel  do velho McGregor tão logo se instala no casarão. A singela homenagem à renomada autora do livro no qual o longa é baseado - Beatrix Potter - é delegada à personagem Bea (Rose Byrne) que acumula para si o mesmo codinome e o hobby de desenhar animais silvestres.

O carisma dos personagens representados pela bicharada de Potter, aliados a uma carga de humor negro, dão braços à empolgante trilha sonora e se fundem a uma tecnologia de computação gráfica capaz de iludir o cinéfilo mais atento quanto ao que é visto na tela – realidade ou animação hiper-realista. A partir de todos esses predicados, Gluck metamorfoseia um conto infantil nostálgico em uma preciosidade contemporânea em formato de uma jornada mais do que divertida para toda a família.

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