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sexta-feira, 30 de março de 2018

Zama


Como uma metáfora fatídica, munida de frases soltas que socam o ar e que se agiganta diante do espectador

Lucrecia Martel recria uma atmosfera testemunhal da velha América e mergulha na consciência de um infortúnio beirando o quixotesco, em seu novo filme – “Zama”, cujo universo soa como eco de uma América do Sul do século XVIII. Precisamente crua e sem pompa para mostrar a obviedade da realidade transatlântica, Martel promove um confronto entre colonizadores, escravos e indígenas.

O filme conta a história de Diego de Zama - um corregedor da Coroa Espanhola isolado em uma colônia localizada na fronteira entre o Paraguai e a Argentina, que anseia ser transferido para Buenos Aires - interpretado pelo multifacetado Daniel Giménez Cacho. 

Em meio às produções do gênero, “Zama” pode ser traduzida como uma metáfora fatídica, munida de frases soltas que socam o ar e que se agiganta diante do espectador, a despeito da intensa sensação de desasseio e de decadência que se faz presente, lado a lado com a plasticidade vibrante de um longa politicamente estético.



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