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sexta-feira, 20 de abril de 2018

7 Dias em Entebbe


Não se entrega um ponto de vista político ou histórico relevante, mas se distancia de um thriller descartável

A história do sequestro de um avião francês, em 27 de junho de 1976, sob autoria de um grupo de ativistas pró-Palestina liderado por Wilfried Böse (Daniel Brühl) e Brigitte Kuhlmann (Rosamund Pike) – a mais nova versão de fatos reais de José Padilha, “7 Dias em Entebbe”. O longa político propulsivo direcionado a um perigo crescente tenta conectar o espectador aos diálogos ‘revolucionários’ que, em alguns momentos, tornam-se desmotivadores diante da trajetória do avião que parte de Tel Aviv - Israel com 248 passageiros e é desviado para o aeroporto de Entebbe – Uganda. A negociação parte da exigência dos sequestradores para que o governo de Israel liberte 53 terroristas mantidos em prisões israelenses. Caso contrário, seriam mortos todos os 100 israelenses dentre os 248 passageiros da aeronave sequestrada.

Padilha concede uma atmosfera épica ao longa, sem definição de fronteira entre o bem e o mal, mas transformando uma questão complexa diante de ações repreensíveis realizadas por aqueles que se intitulam combatentes da liberdade. Padilha não se aprofunda no conflito entre Israel e a Palestina que dura mais de 40 anos. Consequentemente, não se entrega um ponto de vista político ou histórico relevante, mas se distancia de um thriller descartável, ao lembrar que houve um breve período durante o qual as conversações de paz pareciam viáveis. Mas que, nos dias atuais, tal utopia se encontra cada vez mais distante.

Circuito Geral - 7 Dias em Entebbe

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