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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Um Lugar Silencioso


Sob misterioso e ameaçador silêncio, que dispensam palavras para contar uma história e barulhos para tirar o espectador da sua zona de conforto por conta de sustos inesperados


O planeta Terra invadido por monstros alienígenas reptilianos – predadores que não enxergam suas presas, mas as percebem através de sua incrementada acuidade auditiva e as caçam, implacavelmente, devido à sua agilidade.

“Um Lugar Silencioso” percorre um caminho paralelo aos filmes de terror, quando os barulhos assustadores destes correspondem ao impacto provocado pela sua trilha sonora. A invasiva direção de John Krasinski lança mão do combalido e ultrapassado recurso, tão utilizado nos atuais filmes do gênero, discorrendo sobre as vidas pós-apocalípticas de um núcleo composto por um chefe de família – Lee (John Krasinski); sua esposa – Evelyn (Emily Blunt); e os dois filhos do casal – Regan (Millicent Simmonds), uma deficiente auditiva e Marcus (Noah Jupe). Isolados por silêncio arrebatador, a família se afoga, ironicamente, em sentimentos de pesar e de culpa, causadores dos seus próprios medos, a despeito do clima de horror inerente aos monstruosos seres alienígenas.

Estes, por sua vez, são capazes de despertar respeito em função de suas habilidades ao longo dos noventa minutos do filme, sob misterioso e ameaçador silêncio, que dispensam palavras para contar uma história e barulhos para tirar o espectador da sua zona de conforto por conta de sustos inesperados – possivelmente, o trunfo de Krasinski, ao definir o som como elemento invasor, que nem mesmo os alienígenas, sequer os terráqueos demostram entender o seu real significado.

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