Counter

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Alguém como eu



Um pacote fotográfico com características de marketing turístico com foco no país peninsular ibérico


Uma história que tem início no contexto de um cenário carioca e que se transpõe para Lisboa – mudança de ares que não justifica qualquer demanda por parte do argumento que embasa o roteiro da comédia romântica “Alguém Como Eu”, mas quiçá, conexões afetivas de Leonel Vieira, cineasta português, realizador do longa luso-brasileiro e um dos seus coprodutores, juntamente com os irmãos paulistas Caio e Fabiano Gullane.

Em meio a esse panorama, se insere a viagem a Portugal, pela linda publicitária Helena – interpretada por uma previsível Paolla Oliveira – após uma desatinada crise existencial e sem credibilidade, ainda no Brasil, como fio condutor para o despertar de um relacionamento, no outro lado do Atlântico, com o português Alex – vivenciado, sem maiores esforços, pelo galã lusitano, Ricardo Pereira. A direção de Leonel Vieira se mostra inconsciente e sem ritmo, extremamente fantasiosa e tangenciando o plágio de filmes já consagrados, incluindo os seus clichês que, em “Alguém Como Eu”, minimamente, beiram o constrangimento.

A tudo aquilo, é adicionado um pacote fotográfico com características de marketing turístico com foco no país peninsular ibérico e a tentativa, muito além das entrelinhas, de rotular as mulheres brasileiras como berço do narcisismo, da futilidade e da impertinência, e que só encontram a plenitude, ao lado de homens que, preferencialmente, não compartilham a sua linha de pensamento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário