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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Antes que eu me Esqueça


Repensa a relação entre vida, memória e esquecimento, tomando como ponto de referência a família construída com o passar do tempo


Um juiz aposentado que, ao perceber a manifestação dos primeiros sinais de Alzheimer, toma uma decisão inesperada – investir seu dinheiro na abertura de uma casa de strip-tease. Mas para levar a cabo o seu projeto, o juiz enfrenta a aprovação de seus herdeiros, estabelecendo um conflito na relação entre pai e filhos.

O longa “Antes que eu me Esqueça” repensa a relação entre vida, memória e esquecimento, tomando como ponto de referência a família construída com o passar do tempo. A direção de Tiago Arakilian é volátil e mutável enquanto parceira da evolução do roteiro de Luísa Parnes, que reduz o amor a uma escala sentimental que se alimenta de parcos momentos felizes. Com isso, Parnes vulgariza a natureza do incerto e a complexidade dos personagens a partir de caricaturas extremadas e drama metafórico que, em alguns momentos, se perdem em meio a história. 

Dessa forma, os acúmulos de “Antes que eu me Esqueça” desaguam em uma represa estagnada, após uma longa navegação em um rio repleto de reflexões sobre uma vida intensa.

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