Counter

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Além do Homem


Vai ao encontro da tradicional filosofia que define a trajetória do longa e o coloca em um patamar fora do convencional

“Além do Homem” – a história de Alberto Luppo (Sergio Guizé) – um ambicioso escritor brasileiro que vive em Paris e que não parece nutrir qualquer simpatia pelo seu país de origem. Dado momento, Alberto se vê convencido pelo sogro a retornar ao Brasil, especificamente, para o interior do Estado de Minas Gerais, em busca de inspiração para escrever sobre o misterioso desaparecimento de um famoso antropólogo naquela região.

Ao esbanjar felicidade artificial em sua primeira empreitada como diretor cinematográfico, Willy Biondani lança mão de proposital precariedade contextual para fazer com que o protagonista redescubra a sua identidade brasileira e, o espectador acredite em lendas que pairam no universo do longa. Os sonhos alucinógenos de Alberto são acentuados pela hipnotizante trilha sonora de Egberto Gismonti que, ao longo da película, juntamente com a delirante fotografia de Olivier Cocaul, povoa os olhares estáticos do espectador diante da experiência sensorial que o filme proporciona.

A delicada redescoberta que a trama resvala no surreal, vai ao encontro da tradicional filosofia que define a trajetória do longa e o coloca em um patamar fora do convencional, levando-se em conta “Além do Homem”, uma produção nacional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário