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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Baronesa



Ao fazer o espectador indagar o quanto da projeção é ficção ou documentário, “Baronesa” se mostra a que veio

A história de duas mulheres – a de uma manicure de Vila Mariquinhas, na região metropolitana de Belo Horizonte, que tem como sonho morar na favela da Baronesa; e a de sua amiga, que luta para cuidar dos filhos – é a base do roteiro do longa “Baronesa”, a partir de temas abordados de maneira simples e objetiva, tais como: a  masturbação feminina, instruções comportamentais dentro do casamento e as melhores posições para se fazer sexo – que se trombam com a violência na favela em que as protagonistas vivem.

A direção de Juliana Antunes flui naturalmente, como se fosse, simplesmente, mais um dia na comunidade, sem poesia e com muita tensão, diante da iminência de um tiroteio e da tentativa de escape para se proteger a própria vida. A suposta fortaleza imposta aos personagens femininos não se diferencia dos preconceitos dos ainda jurássicos masculinos – como se o fato de se ter um homossexual como membro da família fosse motivo de vergonha ou até mesmo a razão para matar, caso o pai viesse tomar ciência de tal comportamento por parte de um dos filhos, segundo uma das protagonistas.

Ao fazer o espectador indagar o quanto da projeção é ficção ou documentário, “Baronesa” se mostra a que veio, promovendo um contato maior do público com o que pode ser classificado como gênero híbrido.


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