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quinta-feira, 21 de junho de 2018

O Amante Duplo

Parece não ter sentido. Contudo, a cada momento de seu roteiro, o longa desperta forte ansiedade no espectador

A direção insana do labiríntico e delirante melodrama psicossexual francês, por François Ozon, desperta o estado cognitivo do espectador ao penetrar na teia psicológica da protagonista onde, intrometimento de vizinhança, exotismos felinos, abugalhação ocular e estilo musical causam forte impacto frente às vigorosas e ousadas cenas de sexo, capazes de escandalizar os espectadores mais conservadores. Ozon manipula, com esmero, a psiquê de uma jovem perturbada que se apaixona por seu psicanalista e que, logo em seguida, desposa aquele homem que aparenta esconder algo de seu passado – segundo a fantasiosa mente, em processo de degeneração, da protagonista.

Assuntos correlatos a transtornos dissociativos de identidade à parte, “O Amante Duplo” parece não ter sentido. Contudo, a cada momento de seu roteiro, o longa desperta forte ansiedade no espectador e torna-se um vício. Sua atmosfera inquietante, reviravoltas, revelações instigantes e sequências repletas de tensão o torna assustadoramente pulsante a ponto de excitar e aterrorizar sua plateia.

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