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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Sicario: Dia do Soldado


Evidencia, em sua continuação, o senso de realismo e de perigo permanente, até mesmo em seu final

Total desesperança política é a mensagem explícita na continuação do longa “Sicario: Dia do Soldado”.

Após um ataque terrorista brutal e chocante em uma mercearia em Kansas City, Missouri, o agente do governo Matt Graver (Josh Brolin) planeja fazer um teatro político e, dessa forma, encontrar o grupo que facilita a entrada de homens-bomba, cruzando os Estados Unidos pela fronteira mexicana. O plano é causar caos entre os cartéis que controlam a fronteira, facilitando o ataque do seu melhor sicário - Alejandro (Benicio del Toro) e partem para sequestrar a filha do chefão do cartel Carlos Reyes. O estilo observacional da direção de Stefano Sollima coloca o espectador dentro dos eventos violentos, inicialmente reproduzidos em ‘Sicário – Terra de Ninguém’ de Denis Villeneuve, em 2015. O longa evidencia, em sua continuação, o senso de realismo e de perigo permanente, até mesmo em seu final, que fomenta comentários sobre o assunto quando da saída dos espectadores da sala de cinema.

Em 2015, a violência do narcotráfico que rastejava pela fronteira, era o tópico de Villeneuve. No presente momento, o foco de Sollima é a atual crise de deportações, centros de detenção e o niilismo de um governo que opera nas sombras, de maneira violenta, sem propósito, isento de código moral e sem cerimônia em estampar nas costas de sua jaqueta da Zara ‘I Really Don´t Care. Do You?’ – em plena visita surpresa a um centro que abriga crianças imigrantes detidas na fronteira do Texas.

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