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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Sol da Meia-Noite


A história de amor toma um rumo desconcertado, por não se aprofundar em meio aos protagonistas

Uma adolescente, se exposta à mais baixa radiação solar, tem a sua vida ceifada pela doença herdada de sua falecida mãe - Xerodermia Pigmentosa, conhecida como XP – um mal genético que se caracteriza por uma extrema sensibilidade à luz do sol e que resulta no desenvolvimento de um tipo de câncer de pele e de problemas severos no sistema nervoso. Uma história na qual a protagonista passa os dias vendo o mundo através de uma abertura vedada por vidros escurecidos, sendo educada pelo pai, escrevendo letras de músicas, dormindo e que descobre o amor quando, de sua janela, avista um jovem que passa por sua casa todos os dias a caminho da escola.

Uma temática estranha abordada por um filme que é claramente direcionado ao público adolescente. “Sol da Meia-Noite” é desenhado pela sensível direção assinada por Scott Speer, trazendo à luz do conhecimento coletivo, uma doença genética que afeta 0,0004% das pessoas do grupo demográfico dos Estados Unidos da América. Vertente documentária à parte, a história de amor toma um rumo desconcertado, por não se aprofundar em meio aos protagonistas.  O roteiro é pouco esclarecedor omitindo, ao espectador: o lado familiar do jovem enamorado; o fato dele não levantar suspeitas quanto a razão pela qual os encontros são marcados para ocorrerem somente à noite; a fonte de sua renda justificar gastos elevados, como alugar um estúdio de gravação para que a sua amada pudesse gravar uma canção de sua própria autoria.

Possivelmente, por essas razões, o longa assume um caráter extrema e absurdamente melodramático, além de confundir o espectador ao optar pela reflexão ou pelo sentimentalismo – escolha que acaba pairando no ar, de forma tão clara quanto um adorável dia nublado.



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