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quinta-feira, 5 de julho de 2018

A Noite Devorou o Mundo


Analisa, de forma psicanalítica, postulada no horror de se estar vivo


Um filme ambientado quase que, inteiramente, dentro de um prédio de apartamentos em Paris onde, a concepção do  novato diretor Dominique Rocher, repleta do conceito minimalista, impõe a arte zumbi de maneira a não provocar horror, muito menos mal-estar, mas exercitar o pensamento a capacidade de se viver em um mundo interior e, com isso, abrir mão do que há no mundo exterior.

O longa “A Noite Devorou o Mundo” tem início em uma festa no flat da ex-namorada do protagonista.  Esse, bêbado, procura por um recanto como local de isolamento e, ao encontrá-lo em um quarto nos fundos do imóvel, ali se tranca e adormece. Para a sua surpresa, no dia seguinte, Paris parece ter sido tomada por zumbis que são atraídos por som e por movimento e destroem tudo que lhes atravessam o caminho.

O filme degusta a passividade e as amarguras do protagonista ao enfrentar suas crises existenciais, alheio quanto à sua real situação naquele momento.  Como em um porto seguro, o solitário prédio no qual ele tenta sobreviver, o faz sentir protegido de tudo que há de ruim no mundo exterior. Ao não apresentar imagens impactantes, e valorizar a fotografia como expressão artística, contemplativa e controversa da natureza humana, “A Noite Devorou o Mundo”, com a sua abordagem incomum, analisa, de forma psicanalítica, postulada no horror de se estar vivo.

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