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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas


Uma deliciosa e reflexiva bobagem – da mesma forma que um peidinho é capaz de provocar frouxos de risos nas crianças e o consequente agradecimento, a partir do seu público adulto

Amor, aceitação das diferenças e tolerância às divergências se mantém como viés filosófico incutido a animação “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas”.

A grande sacada do terceiro filme da franquia infantil é a apresentação de Abraham Van Helsing – o inimigo número um de Drácula – cuja missão de vida é exterminá-lo, juntamente com seus amigos monstros, sem nunca ter êxito em suas tentativas. Em uma dessas ocasiões, Drácula reflete sobre o fato de nunca mais ter se apaixonado novamente, desde a perda de sua amada esposa. Erroneamente, sua filha Mavis toma a tristeza de seu pai como exaustão e stress devido ao seu trabalho junto ao Hotel e despacha toda a família e seus amigos em um cruzeiro monstruoso, como solução anti estresse para Drácula.

Genndy Tartakovsky, que assina a atual direção, da mesma forma que as duas anteriores, não adiciona qualquer novidade à história, mas somente trabalha o roteiro que se passa em um ambiente externo ao Hotel. Mas por incrível que possa parecer, Tartakovsky dá continuidade à sua proposta de fazer da franquia uma deliciosa e reflexiva bobagem – da mesma forma que um peidinho é capaz de provocar frouxos de risos nas crianças e o consequente agradecimento, a partir do seu público adulto.

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