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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Benzinho



Convence, ao enquadrar a família em questão em um plano crível aos olhos do espectador

O dia a dia de uma mulher, enfrentando sentimentos diversos em uma dinâmica familiar imposta quando se tem filhos – os seus, tidos por ela mesma, como personagens centrais de sua história – em uma conflitante dificuldade financeira que habita o seio daquela família. Na eminência de ter o seu primogênito se lançando à sorte como jogador de handebol na Alemanha, a mulher se vê em meio a um dilema – assumir o estado de felicidade pela eventual conquista daquele filho ou se contentar com seu desejo secreto de que ele permaneça em casa.

O longa “Benzinho” convence, ao enquadrar a família em questão em um plano crível aos olhos do espectador. A independência contida na direção de Gustavo Pizzi se faz responsável pela composição de cada detalhe que separa o arrependimento de mãe pelo egoísmo materno, o que transforma o filme em uma história de amor psicologicamente perturbadora diante de uma verdade – os filhos são feitos para o mundo, não importa o quanto e o que foi investido na realização da fictícia benção divina, travestida em dar à luz uma criança.


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