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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Megatubarão



Aparente tributo bem-humorado, aos filmes protagonizados por criaturas que excedem as proporções daquelas consideradas como normais dentro de sua espécie



“Megatubarão” – um longa com ares Xing Ling que, apesar de impregnado de clichês identificados em filmes do gênero terror suspense tubaronesco, sem exageros, é capaz de satisfazer os anseios do público de cinema, consumidor de pipoca com guaraná, em busca de instantes de diversão.

Uma estação de pesquisa subaquática, onde um grupo de cientistas explora os limites das profundezas do Oceano Pacífico, é atacada por um ser descomunal, deixando inoperante, um módulo submarino e sua respectiva tripulação. Para salvá-los a base recorre a um especialista em evacuação marinha, que há cinco anos, não realizava tal função, em consequência de uma ocorrência de iguais proporções, identificada pelo mesmo, como um ataque por um monstruoso ser abissal.

Ao tentar estabelecer trajetórias distintas para cada um dos personagens, Jon Turteltaub atola a sua direção em meio a extensos e enfadonhos argumentos, com indesejáveis efeitos anticlímax, mas que não desmerecem, de modo algum, o seu aparente tributo bem-humorado, aos filmes protagonizados por criaturas que excedem as proporções daquelas consideradas como normais dentro de sua espécie, caçadas por exploradores e cientistas, movidos pela ganância.

Sem margem de dúvida, o longa de Turteltaub cumpre todos os requisitos para ser o blockbuster do momento. Contudo, para que a experiência seja comprovada como satisfatória, minimamente, as salas contempladas pelo formato IMAX e pelo recurso 3D são recomendadas, em benefício das tomadas no fundo do mar e do design de som, permitindo que o espectador se sinta parte integrante das cenas.


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