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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A Moça do Calendário


Exige do espectador o sacrifício de explorar o seu colapso pessoal diante do fracasso, da ambição e da eficiência enquanto indivíduo e seus códigos de valores que rompem as barreiras no âmbito do convívio social

Em uma análise que beira o surrealismo, o longa “A Moça do Calendário” retrata, a partir de seus personagens, a imagem de uma sociedade dominadora, narcisista e autorreferente sobre a falta de desejo e a empatia. A direção que crava as unhas na incapacidade de construção de relacionamentos, assinada pela cineasta Helena Ignez, dá início a um processo que sugere um ponto de observação focado na sociedade contemporânea, no trabalho e na política contemporânea do Brasil.

Um jovem mecânico que trabalha em uma oficina de ferro velho, passa os seus momentos de descanso a devanear com a única imagem que colore a sua vida em preto e branco – a foto de uma jovem mulher estampada no calendário fixado na parede da oficina.

O filme impulsiona o ciclo vicioso demarcado pela autopreservação e exige do espectador o sacrifício de explorar o seu colapso pessoal diante do fracasso, da ambição e da eficiência enquanto indivíduo e seus códigos de valores que rompem as barreiras no âmbito do convívio social.

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