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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Alfa



Cultiva a luta pela sobrevivência física muito além da devoção espiritual

Um jovem e um lobo em uma aventura fascinante – a história épica da gênesis do afeto entre duas espécies é transportada para a tela dos cinemas. O longa-metragem “Alfa”, sob a simples e objetiva direção de Albert Hughes, cultiva a luta pela sobrevivência física muito além da devoção espiritual, retratando a insignificância humana aos pés de um céu selvagem onde as geleiras enfatizam o quanto a natureza pode ser uma divindade arrogante e cruel. A fotografia de Martin Gschlacht e os efeitos visuais impressionam ao registrar um mundo belo e, ao mesmo tempo, traiçoeiro, sob o firmamento repleto de estrelas e contemplando superfícies formadas por gelo e água que reflete um  azul perturbador – uma preciosa ilustração da fábula do jovem Keda (Kodi Smit-McPhee), ferido e deixado para morrer após um acidente durante uma expedição de caça, uma vez, equivocadamente, tido como morto. Ao se dar conta do que acontecera, Keda recorre a todas as suas forças para retornar para a sua tribo. Contudo, antes mesmo que sua meta seja atingida, floresce uma concreta amizade entre o jovem caçador e um lobo, dando início a uma jornada durante a qual a luta contra as intempéries, os predadores, a sede e a fome se faz presente a cada minuto.


A credibilidade tendenciosa contida no longa diz respeito a um jovem beta que aprende com um animal a ser alfa – animal esse que se rende às condições de estimação e subserviência – um franco resgate das origens do ser que viria a se consolidar como o melhor amigo do homem.



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