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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Juliet, nua e crua


Uma combinação de farsa com psicodrama

Em uma pacata cidade litorânea na Grã-Bretanha, vive Annie (Rose Byrne) – uma mulher cuja rotina é ditada por um emprego desmotivador; uma mulher integrante de um núcleo familiar dividido com uma irmã amante da liberdade; uma mulher que se entrega a um relacionamento amoroso contemplando um namorado impassível.

É visivelmente desoladora a complacência de Annie frente a um homem que a repreende pelo simples fato de não admirar o que ele, de fato, aprecia –  no contexto da película, o objeto passível de admiração por parte dele e de, minimamente, indiferença, por parte dela trata-se de um misterioso cantor e compositor chamado Tucker Crowe (Ethan Hawke) que, há muito, não faz sucesso. O hit mais conhecido do artista ressurge após 25 anos o seu lançamento no meio musical, através de uma gravação demo com a versão acústica de ‘Juliet, Naked’,  criticada por Annie em um fórum digital dedicado ao músico. Ao receber um e-mail de Crowe a protagonista é surpreendida e, ao mesmo tempo estimulada a se aprofundar na busca de informações sobre o artista.

O longa é acometido pela apática direção de Jesse Peretz, que se baseia no livro homônimo de Nick Hornby. “Juliet, nua e crua” coloca todos os aspectos familiares previsíveis de tal forma a sufocar o espectador com as frustrações, com a raiva e com a ironia da empatia, fazendo do filme uma combinação de farsa com psicodrama.  


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