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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Chacrinha: O Velho Guerreiro


Humor na proporção de um mar e do drama contido na produção, na escala de um grão de areia

Estruturado a partir de um roteiro meteórico assinado por Claudio Paiva, Julia Spadaccini e Carla Faour, o longa “Chacrinha: O Velho Guerreiro” entra para o hall das cinebiografias com foco no maior fenômeno da comunicação brasileira.

Sem mais delongas, os registros da escalada de Abelardo Barbosa rumo ao sucesso ganham evidência em detrimento de um olhar mais aprofundado nas passagens de sua vida pessoal, deixando no ar, uma série de pontos carentes de esclarecimento. Consequentemente, a esmerada direção de Andrucha Waddington pode passar a equivocada impressão de que a figura do mito Chacrinha dá a vez à imagem de Abelardo Barbosa, em carne e osso – um workaholic ausente na sua vida matrimonial e paterna, mas com tempo que permite, a si próprio, manter supostos relacionamentos extraconjugais – tudo envolto com o exacerbado humor presente no palavreado, na postura e no figurino do apresentador.

E por falar em humor na proporção de um mar e do drama contido na produção, na escala de um grão de areia, ninguém menos que os atores Eduardo Sterblitch e Stepan Necerssian para dar continuidade à essência de Abelardo Barbosa antes e no início de carreira e após a sua consagração como “Velho Palhaço”, respectivamente, capazes de levar ao público do cinema um espetáculo que, definitivamente, não acaba quando termina.



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