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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Excelentíssimos


O documentário, no contexto da dura realidade de um momento presente, incita o medo e apreensão sobre o futuro do País – onde o fundamentalismo religioso, a falta de empatia dos políticos pró-impeachment frente à população e o desrespeito aos direitos humanos dão margem para que paire a dúvida no ar

O evento histórico responsável por intensa polarização na conjuntura do Brasil de 2018 é retratado, com enfoque visionário, no registro documental cinematográfico “Excelentíssimos”, que desenha, minuciosamente, o porquê da instabilidade política no País, responsável pela divisão da população em coxinhas e mortadelas. A ousada e imparcial direção de Douglas Duarte exerce a capacidade de transferir para o espectador/eleitor o benefício da dúvida sobre a possibilidade de tudo ter passado de uma farsa ou de um grande acordo orquestrado com vistas à derrubada da então presidente da república.

De um lado, cidadãos crédulos no fato da chefe de Estado ter cometido crime de responsabilidade, tornando-se defensores de seu afastamento do cargo; do outro lado, uma resistência que vê no movimento pró-impeachment uma tentativa de golpe cuja gênesis teria eclodido logo após os resultados das urnas de 2014, contemplando, em sua maioria, futuros investigados e réus em meio aos mais variados processos de corrupção, seja ativa ou passiva.

O documentário, no contexto da dura realidade de um momento presente, incita o medo e apreensão sobre o futuro do País – onde o fundamentalismo religioso, a falta de empatia dos políticos pró-impeachment frente à população e o desrespeito aos direitos humanos dão margem para que paire a dúvida no ar – até que a condução da política por parte do novo governo, a partir de janeiro de 2019 prove o contrário – se, de fato, valeu a pena.


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