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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O Lago dos Cisnes


A luminosidade, fomentando a reflexão para as mentes que estão em fase de desenvolvimento intelectual

A história que conta o drama da princesa transformada em Cisne Branco por um feiticeiro – durante o dia, ela é a rainha dos cisnes; à noite, uma bela mulher – e que somente o juramento de fidelidade eterna de um amor tem o poder de libertá-la da magia – é a narrativa do espetáculo infantil “O Lago dos Cisnes”, Inspirado no balé do compositor russo Tchaikovscky.
 
O conflito entre o bem e o mal traduzido, com requinte e respeito ao público infantil, pela direção de Alexandre Lino, desobscurece as sombras e eclipcia a luminosidade, fomentando a reflexão para as mentes que estão em fase de desenvolvimento intelectual. A simbiótica relação entre a direção Lino e o sublime texto de Daniel Porto abastece o espectador com enumerados variados elementos do enunciado sobre o espetáculo, num sempre crescente afeto ao público alvo, com reflexos diretos na potencialização do dito ‘teatro infantil’. A graça contida na interação entre forma e conteúdo expressa na coreografia da protagonista transborda emoção, tamanho o desempenho da atriz Juliana Martins. A força do drama, em alguns momentos, sutilmente angustiante, não perde a sua essência mesmo quando o trágico torna-se belo, graças à trilha sonora assinada por Alex Fonseca que ousa incrustar Frank Lloyd Webber alienígena e um pouco mais de Tchaikovscky atemporal, compondo o prólogo do espetáculo. A intencionalidade do desenho de luz de Paulo Denizot percorre a intuição independentemente da idade do espectador, uma vez que lança os projetores no drama e provoca reações que vão muito além do mero status de se estar espectador na plateia, mas se sentir agente receptivo sensorial do espetáculo.
 
As reações intrínsecas no imaginário infantil contribui na constituição das diversas ideias materializadas na apresentação de “O Lago dos Cisnes” pois a sua trajetória pode ser compreendida como o quão é impossível  viver uma vida equilibrada, simplesmente desprezando o desequilíbrio que faz parte, inevitavelmente, de cada indivíduo.


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