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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Operação Overlord



‘O quão perverso se deve ser, de modo a vencer aqueles genuinamente desumanos’

As cenas iniciais revelam um filme de guerra que bombardeia as telas de cinema deixando nada a dever a qualquer produção realista bélica previamente concebida. Paulatinamente, como em um degrade que se intensifica com o passar da história, surgem pérolas nacaradas por ação intensa, sutil humor e terror repleto de cenas assustadoras, incrementadas por uma seleta gama de efeitos visuais, marcadas por sons ensurdecedores e impactantes capazes de abalar a tranquilidade do espectador que possui, até mesmo, nervos de aço.


Dessa forma, “Operação Overlord”, sob a precisa direção de Julius Avery, apresenta um argumento e costura um roteiro inusitados para o gênero terror – a despeito do estereótipo dos mortos vivos que não se prendem a hábitos noturnos, que não se limitam a vaguear, agem instintiva e conscientemente e carregam consigo, uma boa fração de sua personalidade previamente às suas mortes. 

Um soldado paraquedista tem como a sua primeira missão ir atrás das linhas inimigas, abrir o caminho para a Normandia e derrubar a antena de rádio instalada pelos alemães, no topo de uma antiga igreja francesa. No subsolo da torre, ele se depara com algo que vai muito além do que apenas soldados.

A produção de J.J. Abrams impõe as suas conhecidas reviravoltas, nem sempre surpreendentes, mas contempla um questionamento muito subjetivo – ‘o quão perverso se deve ser, de modo a vencer aqueles genuinamente desumanos’ – capaz de não gerar uma resposta direta, pelo simples pavor de se promover uma linha de raciocínio sobre o assunto.


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