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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Sueño Florianópolis



Momentos familiares, desarmados por diálogos flexíveis e camadas ininterruptas de agradáveis pseudos-improvisos, conferindo, ao espectador, a credibilidade desejada

O desconcertante fluxo errático emocional estruturado na essência de “Sueño Florianópolis” resulta em um longa regado por uma DR, em potencial, condutora de análises reveladoras sobre o cotidianos de uma família argentina, em férias no Brasil.


Lucrecia (Mercedes Morán) e Pedro (Gustavo Garzón), ambos psicanalistas, se encontram em um complicado processo de separação, dormindo em casas separadas, mas ainda em estado de compartilhamento de todos os rituais familiares de um matrimônio que gerou dois filhos. A família parte, em férias, em uma viagem de carro, de Buenos Aires – Argentina rumo a Florianópolis – Brasil, como última tentativa de salvar o casamento ou como apenas uma chance de pensar em conjunto sobre as possibilidades que possam se concretizar diante de uma separação sumária.

A empatia, naturalmente desenhada pela direção de Ana Katz, cría intuitivos momentos familiares, desarmados por diálogos flexíveis e camadas ininterruptas de agradáveis pseudos-improvisos, conferindo, ao espectador, a credibilidade desejada e, sutilmente, transmitindo o seu recado de que os momentos felizes devem ser enxergados nas pequenas coisas do dia a dia – enquanto isso, urge a luta cotidiana em busca de conquistas de maiores proporções na vida.



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