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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Aquaman


O aparente déjà-vu presente ao longo de todo o filme concede a Aquaman, ares de um personagem que tem sua chegada atrasada no universo cinematográfico dos heróis

Uma história de amor que tem início a partir de um incidental encontro entre o faroleiro Thomas (Temuera Morrison) e Atlanna (Nicole Kidman) – a rainha do reino submerso de Atlântida, que aflora do mar à superfície – define a origem do garoto Arthur Curry (Jason Momoa), nos anos 1980, fruto do relacionamento amoroso entre dois mundos.

O longa-metragem “Aquaman” recicla o icônico herói DC, de olho na nova geração de fãs de HQs. A direção de James Wan, ao abraçar os personagens mitológicos do universo do herói, miscigena ficção científica, fantasia, drama e muita ação, sem a menor chance de apartar o espectador menos familiarizado com os personagens aquáticos. O aparente déjà-vu presente ao longo de todo o filme concede a Aquaman, ares de um personagem que tem sua chegada atrasada no universo cinematográfico dos heróis.

A perversidade de seu irmão não mestiço, sedento por poder e que forja uma batalha sobre o legítimo herdeiro do trono do reino de Atlântida, confronta os dois filhos de Atlanna em um ringue de gladiadores. A despeito da trilha sonora beirando a um metal pesado e das longas sequências de perseguição submarina impactada por muita porradaria, a galeria de seres com aspecto cem por cento submarino e aqueles com aparência humana, embora não mestiços como o herói protagonista, o filme não deixa de induzir o espectador a um estado de observação limítrofe à monotonia. Mas sem sombra de dúvida, o longa faz uma festa em meio aos efeitos especiais subaquáticos.

Pondo algo aqui e tirando algo dali, dentre nomes e locais e entre mortos e feridos, nada mais, nada menos do que uma sinopse da concorrente Marvel.

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