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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tinta Bruta


O longa promove uma falta de acolhimento através de um diálogo com o espectador a partir de um tom pessimista

A história de um jovem que assiste as suas performances eróticas com auxílio de tintas fluorescentes pela webcam, como seu único propósito de vida – um jovem com um passado recente um tanto quanto perturbador, que tem a sua vida virada de ponta-cabeça quando é expulso da faculdade e se vê na espera do julgamento pelo crime que lhe custou a sua expulsão.

Protagonista do longa “Tinta Bruta”, um jovem vive sem um destino definido, sem um projeto de vida, sem a certeza de um futuro edificante – um jovem que represa infelicidade por detrás de suas relações, que anda na corda-bamba da vida, que experimenta a solidão em toda a sua paleta de cores e que sofre da enfermidade dos sentimentos.

A direção dos gaúchos  Filipe Matzembacher e Márcio Reolon projeta uma cidade de Porto Alegre limítrofe ao antagonismo, prestes a sucumbir de mãos dadas ao protagonista e aos coadjuvantes – uma Porto Alegre repleta de insegurança e frustração atenuadas pela beleza  das cenas, pela luz negra, por neon e por música eletrônica.

O longa promove uma falta de acolhimento através de um diálogo com o espectador a partir de um tom pessimista. Não obstante, as cenas da vida íntima do protagonista assumem um seu papel coadjuvante, cedendo a relevância para a paisagem urbana local, para a pluralidade de gênero e para um Garoto Neon, possivelmente segundo uma existência latente dentro de cada jovem.

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