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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A Esposa


O retrato, melancolicamente elegante, de um casamento em crise

Escrito pela dramaturga e roteirista Jane Anderson, baseado no romance de Meg Wolitzer, o filme “A Esposa” – sob a direção ‘Bergmaniana’ do sueco Bjorn Runge e que, como o seu conterrâneo, centraliza um estudo psicológico dos seus personagens e de suas famílias disfuncionais – conta a história de Joe Castleman (Jonathan Pryce) – um renomado romancista americano que, em uma manhã de 1992, recebe um comunicado de que ganhara o Prêmio Nobel de Literatura. Sua esposa, Joan (Glenn Close) – eterna apoiadora das suas ambições, a ponto de se auto intitular como uma fazedora de reis – desenha astutamente o retrato, melancolicamente elegante, de um casamento em crise.

Ao revelar a intimidade do sexismo, com força descomunal, nas premiações do mundo literário – onde as negligências diante do universo feminino acadêmico não valoriza os seus pensamentos – “A Esposa” reflete momentos em que muitas mulheres se silenciam pelos mais variados motivos diante de seus maridos egoístas e narcisistas, pelo simples fato de se conformar em dedicar o seu amor ao ofício de esposa.

“A Esposa” revela não haver nada mais perigoso do que um escritor cujos seus sentimentos foram feridos através de uma advertência proferida por Joan – já há muito cansada e prestes a pedir demissão de seu cargo.

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