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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Vidro



‘E se os super-heróis fossem reais?’

Ao levantar a questão - ‘E se os super-heróis fossem reais?’, o longa “Vidro” fecha a trilogia deflagrada em 2000 com “Corpo Fechado”, seguido de ‘Fragmentado’, em 2016.


O temeroso e apreensivo confronto entre forças em “Vidro”, muito além da compreensão humana, não oferece um fechamento forte, o suficiente, para uma trilogia que levou dezoito anos para ser realizada por M. Night Shyamalan.

Juntando as narrativas dos filmes anteriores, Shyamalan temporiza “Vidro” três semanas após os eventos de ‘Fragmentado’ – que, conforme explicitado em sua cena pós-créditos – habita o mesmo universo de ‘Corpo Fechado’: Bruce Willis retorna como o herói David Dunn – um homem que possui força sobre-humana, o que o torna quase invencível – juntamente como o vilão líder de Samuel L. Jackson –  Elijah Price, também conhecido como Mr.Glass. Associam-se a eles: James McAvoy como Kevin Wendell Crumb – portador de Transtorno Dissociativo de Identidade – e Anya Taylor-Joy como Casey Cooke que, dentre três adolescentes, é a única sobrevivente de um encontro com a poderosa e obscura em meio às múltiplas identidades de Crumb, conhecida como ‘A Fera’.

O longa empolga os fãs obcecados pela saga de quase duas décadas de idade que, habilmente, aproxima o espectador mais atento ao psiquê dos personagens, a partir de fundamentos psicológicos reveladores e coroado por uma finalização épica, mas nada recompensadora, ao delegar ao público o benefício do livre arbítrio diante da responsabilidade de se tomar um partido.





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