Counter

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Se a Rua Beale Falasse

Impacta o espectador, emocionalmente, desde os primeiros minutos de projeção

A história romântica de Tish e Fonny (KiKi Layne e Stephan James) – amigos de infância que se transformam em almas gémeas adultas – torna-se uma tenebrosa história quando Fonny é acusado de estupro por uma mulher e Tish se descobre grávida.

Baseado no romance homônimo de James Baldwin – o filme “Se a Rua Beale Falasse” impacta o espectador, emocionalmente, desde os primeiros minutos de projeção. A partir de uma linha de tempo não linear idealizada pelo diretor Barry Jenkins – o mesmo de ‘Moonlight’ – o longa revela, ao espectador, o que é velado aos olhos dos personagens, por isso mesmo, reservando, somente para quem assiste, qualquer fragmento de esperança por um final minimamente digno – como ocorre quando se assiste a noticiários que reportam pessoas condenadas a pena de prisão, quiçá de morte, mesmo quando sua inocência não tenha, em tempo, sido comprovada. 

Embora o longa retrate o Harlem dos anos 70, a essência de “Se a Rua Beale Falasse” confere com a atualidade mundial, onde as injustiças e o fanatismo religioso contribuem para que atrocidades, de todas as ordens, não tenham fim. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário