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quinta-feira, 28 de março de 2019

Vox Lux - O Preço da Fama




Lacunas aparentemente intransponíveis

A adolescente Celeste Montgomery (Raffey Cassidy) entra para o hall da fama após sobreviver a um massacre em sua escola.


O viés do longa “Vox Lux - O Preço da Fama” assume o protagonismo de uma jovem ambiciosa e calculista, com boas intenções implícitas em seus atos. O longa, subdividido em capítulos, projeta, vinte anos após, a atriz Natalie Portman, incorporando aquela que já fora a jovem Celeste, no início de sua carreira. Diva pop, malcriada, nervosa e dispomaníaca, Natalie torna-se uma adulta, sem jamais ter amadurecido.

A firme direção de Brady Corbet, propositalmente, se permite fugir do controle, transformando o longa uma experiência intrigante para o espectador, beirando a um terrível pesadelo, chocando em vários aspectos e deixando lacunas aparentemente intransponíveis – ao mesmo tempo, abrasivas. A provocante trilha sonora do filme contrasta com canções compostas pela australiana SIA e Scott Walker, soando como um tipo de advertência descontinuada, no decorrer de cada cena.

Corbet não tem a intenção de resolver enigmas, mas levar o espectador ao questionamento sobre o motivo que conduz celebridades artísticas como Celeste à autodestruição – um filme que nos remete a Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Michael Jackson, Amy Winehouse, dentre outros.

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