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quarta-feira, 17 de abril de 2019

A Maldição da Chorona




Um longa que não consegue contar, sequer, a história para que veio

Baseado em um conto folclórico latino-americano que se passa no México do século XVII, uma mulher ciumenta afoga seus dois filhos para punir seu marido traidor. A partir desse argumento, os produtores Gary Dauberman, James Wan e Emile Gladstonede, que parecem acreditar, piamente, na capacidade do despertar do interesse dos espectadores fanáticos pelos filmes de horror, lhes apresentam a Chorona.


O filme “A Maldição da Chorona” dá um salto no futuro, diretamente para o ano de 1973, promovendo o recomeço da história em Los Angeles – nessa leitura, a partir de uma recente viúva, funcionária do Serviço de Proteção às Crianças, incumbida de destituir a tutela de um casal de jovens de sua mãe, que os tranca em um armário do apartamento onde moram, repleto de velas acesas, por todos os lados. Ao resgatar o menino e a menina e os instalarem, provisoriamente, nas dependências da instituição onde trabalha, a servidora garante à mãe – que por sua vez acredita estar protegendo seus filhos de algo maligno – a segurança de ambos. No entanto, as duas crianças acabam morrendo afogadas, naquela mesma noite, fazendo com que a mãe responsabilize a viúva pela perda de seus filhos. 

A tentativa de conexão do espectador ao universo da invocação do mal – que se faz precária e superficialmente pela direção de Michael Chaves – resulta em um longa que não consegue contar, sequer, a história para que veio, mínima e razoavelmente lógica. Torna-se um deboche com viés cômico a introdução do Padre do filme Annabelle, em breve relato à história da boneca possuída por um ser demoníaco, de forma nada convincente, mas com direito à imagem em flashback do brinquedo que se tornou um ícone trash dos filmes do gênero.

Ruídos estrategicamente programados, imbuídos da função de assustar o espectador, acima dos níveis dos decibéis médios ao longo do filme, funcionam como despertadores para a retomada da atenção para um longa dotado de ritmo lento, sem apelo visual, capaz de provocar ímpetos de fuga da sala de projeção por parte da audiência pelo simples pavor de não mais acordar daquele pesadelo

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